Blog de Teresa Leonel
   



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O CONGRESSO É UM TEATRO OU UM CIRCO? OU AS DUAS COISAS? Parte 1

Algumas coisas precisam ser bem explicadas neste pais. O dicionário do Aurélio diz que teatro é um “edifício onde se representam obras dramáticas, óperas etc. Um lugar onde se passa algum acontecimento memorável; palco”. Em relação ao circo, o Aurélio diz em uma das definições que é um “recinto circular, coberto, cercado de lona, todo desmontável, onde se realizam espetáculos de acrobacia, equitação, equilibrismo, palhaçadas, habilidades diversas, e cujos artistas formam um conjunto itinerante”.

Agora que sabemos esclarecidamente as duas definições precisamos apenas escolher qual delas tem tudo a ver com a cara do Congresso Nacional.

Sim, porque respeitavel público o espetáculo de ontem (28) do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) diante de uma plateia com alguns gatos pingados, em torno de 10 senadores, mas onde os holofotes da TV Senado pôde capitar imagens emocionantes é de fazer inveja a muitos roteiristas de novelas globais e também recordais.. (TV Record).

Não.. não! Não vamos dizer que não ficamos emocioanados com uma histórinha belissíma pra boi dormir, ou melhor, bezerrinho dormir, depois de tão comovente cena.

A interpretação, o jogo de cintura, até mesmo o gaguejar, fazem parte do espetáculo, estão no roteiro... Além disso, a quase lágrima que queria correr pelo seu rosto entristecido, taciturno, abatido....

Oh! Qual emocionante foi este momento onde o discurso familiar de marido pra mulher, para os amigos mais íntimos, para seus pares mostrava um homem inocente.

Aquele pobre homem apenas pediu uma quantia a um grande amigo, Tarcísio Franklin, que por um acaso é o ex-presidente do Banco de Brasília. É um amigo de fé, camarada... amigo de tantos caminhos e tantas jornadas...

Poxa gente, temos que entender que o senador Joaquim Roriz queria apenas uma quantia simbólica para comprar uma bezerrinha e seu amigo do peito negociou com ele apenas R$ 2,2 milhões de origem não conhecida.

Calma gente! Não dá pra saber ainda de onde vem o dinheiro. Se até agora  não sabemos de onde veio o dinheiro do Mensalão. Quanto mais desse novo escândalo do Roriz?

E foi só por isso que ele foi denunciado? Por conta das investigações da Polícia Civil do Distrito Federal na Operação Aquarela?  E tem mais gente na história, hen!. No roteiro dessa novela consta a participação especial de Constantino de Oliveira, conhecido como Nenê, presidente do conselho Administrativo da Gol. Vamos aguardar os próximos capítulos!!!

Voltando ao showman do senador Roriz, depois do seu discurso contagiante, verdadeiro, honesto e decente, onde ele se diz ser inocente sobre todas estas acusações, Roriz se ajoelha e rezar na Catedral de Brasilia. Afinal, ele é muito católico e como ele mesmo se define: um homem temente a Deus.

 

Diante deste espetáculo, precisamos fazer uma grande campanha para mudança do nome do Congresso Nacional. Que tal Casa dos palhaços sinceros? (Com todo respeito a profissão de palhaço no circo de verdade). Ou então podemos chamar de Teatro dos horrores. 

 

Nessa votação o que temos mesmo de fazer é mudar o que está aí para não deixar que novos corruptos com pita e discurso de decente assumam o poder e façam do congresso a casa de ninguém.



Escrito por Teresa Leonel às 23h24
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O Congresso é um teatro ou um circo? Ou as duas coisas? Parte 2

 



Escrito por Teresa Leonel às 23h23
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O CENÁRIO DE PETROLINA PARA 2008

Recebi este artigo do amigo Bráulio Wanderley (http://historiavermelha.zip.net), professor, historiador, geógrafo, dirigente do Sindicato dos Professores de PE e militante do PT-PE. Como já falei antes, Bráulio é petista rooooxxxxxooo, mas tem um discurso, pasmem bem menos extremista dos que seus pares. O texto dele fala do cenário político de Petrolina para 2008. E é quente... vale a pena conferir.

 

Confuso o perfil eleitoral para as eleições locais do próximo ano. A reforma política, se sair, será válida para o pleito ou só em 2010? Isso pode ser respondido mediante à legislação eleitoral cujas regras só podem ser alteradas antes de um ano da eleição. Ou seja, se o congresso nacional não aprovar a reforma até o fim de setembro, as possíveis alterações só valerão para as eleições presidenciais.

 

Quanto às opções dos petrolinenses, seguem embates internos e indefinições. Odacir Amorim ou Gonzaga Patriota (ambos do PSB), quem será escolhido pela convenção municipal? Gonzaga, aparentemente, possui maioria e é presidente da legenda no município. O prefeito, não obstante, com o apoio dos Coelho, conseguiu diversas manifestações favoráveis à sua reeleição pelo diretório estadual com o argumento de que é uma gestão do PSB e que deve ser reafirmada. Vale lembrar que a chapa Fernando B. Coelho e Odacir Amorim era do PPS na última campanha e estava atrelada ao então governador Jarbas Vasconcelos (PMDB).

 

No PT, ao que indica, a candidatura da deputada Isabel Cristina vai aos poucos se cristalizando, principalmente pela sua gestão na Codevasf (2003-2006) e a manutenção do seu superintendente Reginaldo Muniz frente a grande campanha dos Coelho para retomar este estratégico órgão federal. Falta à deputada ser mais presente no município e atender ao celular, reclamação constante de aliados e da imprensa.

 

Um cenário duvidoso é em relação ao vereador Quirino (PCdoB). Quirino foi o vereador mais votado da história de Petrolina com mais de 3000 votos, saiu do PSB após o retorno dos Coelho, abençoado pelo atual governador Eduardo Campos e sob o silêncio de Patriota. O vereador Quirino está, porém, isolado na legenda após o seu apoio à dobradinha feita entre ele e Carlos Wilson (PT) para deputados estaduais e federais, respectivamente, desgostando o PCdoB que esperava o apoio do vereador ao seu único candidato a federal Renildo Calheiros. Quirino pagou o preço de ser vetado nos guias eleitorais do partido e está em stand by sobre seu futuro: PT, PDT ou PTB? No PT teria que disputar com a deputada Isabel Cristina, no PDT com Gonzaga Patriota (a legenda está sob o controle do mano Geralvinho e é uma alternativa do deputado caso ele saia do PSB). Já o PTB de Armando Monteiro garantiria a Quirino uma boa estrutura de campanha, mas seria estranho vê-lo numa sigla sem referência ideológica e com a companhia de um Coelho, o deputado estadual Geraldo, rompido com o ex-deputado Osvaldo.

 

No campo conservador, especula-se pela enésima vez a possibilidade da empresária Patrícia Coelho estrear na política pelo DEM (ex-PFL). É ver pra crer. Quiçá Osvaldo Coelho não tente novamente uma empreitada como prefeiturável, tendo em vista que mesmo não sido reeleito, teve um espólio de 74.000 votos, sendo mais de 30.000 em Petrolina.

 

Outras opções menores, mas passíveis de alianças e acordos são os vereadores Paulo Afonso (PPS) e Ruy Wanderley (PSL). Além de terem votos em Rajada e dos evangélicos, respectivamente, suas legendas computariam alguns minutos a mais nos guias do rádio e da televisão, além de compor uma chapa de vereadores que possam servir de “calda” para os postulantes a renovação ou conquista de mandatos edis.



Escrito por Teresa Leonel às 01h19
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Você sabia que nós pagamos R$ 11,5 mil por minuto para manter o Congresso Nacional?

Em pensar tal fato vem uma vontade enorme de jogar uma bomba ali dentro pra começar tudo do zero. Força de expressão à parte, mas como explicar um país onde muitos morrem de fome e poucos continuam a tirar ainda mais dos que não têm para dar?  De acordo com a ONG Transparência Brasil (link ao lado), o congresso brasileiro gasta R$ 11.545,04 por minuto com os 513 deputados e 81 senadores.  Cada deputado federal (tadinho deles....!!!) tem um custo de R$ 6,6 milhões por ano. No senado, cada um dos nossos brilhantes representantes, leva do dinheiro público (nosso) R$ 33,1 milhões. O custo médio para manter os 594 larápios no poder sugando os nossos impostos é de R$ 10 milhões/ano. Assim como eu, a maioria dos brasileiros (quase que na sua totalidade) só conhece este montante pela leitura, pela TV... pelo rádio. Jamais viu um dinheiro desses em sua conta bancária (se é que a maioria tem conta em banco).

Diante deste quadro clínico onde o povo está na UTI e o comando geral projetando outras formas de sugar recursos, vale uma reflexão curta e simples: vamos votar nestes homens na próxima eleição? É impressão ou realmente tem alguma coisa errada neste país. Erro este que estamos deixando perpetuar de governo em governo. Muda governo, muda partido e tudo continua como antes. As gravuras são coladas em molduras diferentes, mas continuam sendo as mesmas gravuras.

Precisamos repensar este país. E tem que ser agora. Não podemos deixar para amanhã.

a)       Temos que protestar.

b)       Instigar e estimular a mídia a cobrir fatos e acompanhar, fazer o desdobramento.

c)       Não deixar que os fatos caiam no esquecimento e fiquem impunes.

d)      Cobrar dos que se dizem ser representantes do povo e que estão no congresso, nas assembléias, nas câmaras. Cobrar através de e-mail, cartas, cartazes e ameaças brancas e simplórias, tipo: na próxima eleição você não volta ao poder. Isso é tudo. Ponto.

e)       Repassar tais informações para várias pessoas, amigos, imprensa e outros.

f)         Conhecer e permanecer acompanhando os candidatos em tudo que eles dizem estar fazendo pelo “povo”.

g)       Estimular o debate.

h)       Não desistir, nunca.

 

Gente, a luta está só começando....



Escrito por Teresa Leonel às 01h07
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Vejam e pensem... isto é o Brasil!

 



Escrito por Teresa Leonel às 01h06
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Vejam e pensem... isto é o Brasil 2!!

 

 



Escrito por Teresa Leonel às 01h02
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A sociedade brasileira quer limites na TV?

Parece que a sociedade está mesmo disposta a dá um basta aos enlatados e projetos alienantes empurrados de goela abaixo nos telespectadores. Pelo menos é o que mostra os números da pesquisa da Sensus, realizada entre os dias 18 e 22 de junho de 2007, com 2 mil pessoas. O resultado foi surpreendente:  57,9% dos entrevistados aceitam a censura prévia na TV.

 

Sem entender este resultado como censura ditatorial, a sociedade parece estar cansada da apologia a toda nudez será exposta que as novelas apresentam, das traições dos relacionamentos, dos casamentos que nunca podem ser saudáveis têm sempre que aparecer uma mulher ou um homem para trair e trocar pares, da apologia a violência bem como da falta de criatividade nos textos que fazem da programação de TV (com raríssimas e honrosas exceções) algo dispensável para muitos já que contribui, em geral, de forma negativa na formação da sociedade.

Afinal, num país onde a TV deixa de ser um meio de comunicação, apenas, para ser o aparelho ideológico mais importante e formador da organização social, e onde não há opções de canais, o limite entre uma programação construtiva e interessante passa longe de ser o propósito principal das empresas de comunicação que detém as concessões. Até porque, a televisão é sim um meio educativo e gerador de conceitos, idéias, cultura e por mais que isso não seja o seu objeto de trabalho num país onde poucos têm acesso aos bens e serviços o cidadão é formado, em parte, por este meio. Se a TV tem a maior penetração na quase totalidade dos lares brasileiros é mais do que urgente repensar o conteúdo deste meio que deveria ter total compromisso em transformar a sociedade. Se assim não o for, algo violento está ocorrendo. Marilena Chauí diz que a “ violência é toda prática e toda idéia que reduza um sujeito à condição de coisa, que viole interior e exteriormente o ser de alguém, que perpetue relações sociais de profunda desigualdade econômica, social e cultural”. A TV faz ou não isso?  

 

Dessa forma, o resultado dessa pesquisa parecer ser o “desespero” que chegou a casa das pessoas e numa forma de dizer “socorro, precisamos de ajuda”, a votação para o “controle”, digamos assim, da programação de TV é proporcionalmente correta no sentido de que algo tem que acontecer. Esperamos que de bom.

 

 

 

 



Escrito por Teresa Leonel às 12h45
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Internet em 3o lugar

Parece que estamos começando mesmo a mudar o nosso hábito de leitura. Pela pesquisa da Sensus (divulgada dia 25) a internet já está em 3º lugar como meio de comunicação mais procurado pelos brasileiros. A pesquisa foi realizada em todo o país no período de 18 a 22 de junho de 2007, com 2.000 entrevistas. A margem de erro é de até 3 pontos percentuais.

Ufa! Que coisa boa. Meus alunos do Online é que vão gostar. Vejam o quadro.



Escrito por Teresa Leonel às 11h06
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STJ - Unifenas terá que indenizar alunos por oferecer mestrado sem reconhecimento do MEC

Gente,

Recebi este material da minha amiga Noely Motta e não posso deixar de postar no blog. Sempre antenada, Noely traz uma informação importante sobre universidades que abrem e fecham não são regulamentadas e não têm compromissos com os alunos. Vejam a matéria.

A Universidade de Alfenas (Unifenas) terá que pagar indenização por dano moral no valor de R$ 6 mil a oito alunos. A entidade foi processada pelos estudantes porque ofereceu mestrado sem informar aos interessados que o curso não era reconhecido pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), nem pelo ministro de Estado DA Educação (MEC). A questão foi analisada pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não encontrou, no recurso apresentado pela Unifenas, OS requisitos necessários para a análise do mérito (questão principal do processo). A decisão é unânime e segue o entendimento DA ministra Nancy Andrighi.

O valor DA indenização foi fixado pelo Tribunal de Alçada de Minas Gerais (TA/MG), que reconheceu a existência dos prejuízos morais sofridos pelos estudantes, “diante DA frustração de suas expectativas de recebimento do título de mestre”, afirma. Para o tribunal mineiro, a autonomia universitária não retira do Poder Pública a atribuição de controle e fiscalização dos cursos oferecidos por essas instituições, evitando a criação de cursos sem garantia de qualidade e eficiência.

O abandono do mestrado foi outra questão analisada na decisão do TA/MG, que negou aos alunos o suposto direito de interromper o curso e o pagamento das prestações. Foi concedida, apenas, a redução proporcional do preço do montante que será apurado em processo de liquidação de sentença.

A decisão do STJ

A questão chegou ao STJ em recurso especial interposto pela Unifenas na tentativa de anular a decisão de segundo grau. Em sua defesa, alegou que não poderia ser culpada porque o reconhecimento do mestrado seria responsabilidade do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e não DA Capes. Pediu a redução DA indenização e reclamou de ofensa ao artigo 26 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), afirmando que o direito estaria prescrito porque representaria “vício do serviço prestado”, caso em que o prazo decadencial (para exercer o direito) é de 90 dias.

Ao analisar a questão, a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, não acolheu todos OS argumentos DA universidade. A questão DA competência para validar o mestrado foi afastada por ausência de prequestionamento, por não ter sido abordada no recurso apresentado ao Tribunal mineiro. A ministra considerou moderado o valor DA indenização, diante DA frustração dos estudantes que se inscreveram no mestrado com o objetivo de conquistar novas oportunidades de trabalho no meio acadêmico.

Quanto à discussão sobre a aplicação do CDC, a ministra Nancy Andrighi destacou que o caso não trata de defeito do serviço oferecido (no caso o mestrado), mas DA não-prestação do que foi contratado. Em seu voto, ela destaca diversos precedentes do STJ que classificaram casos semelhantes ao atual como “responsabilidade contratual decorrente de inadimplemento absoluto”. Para a magistrada, “é forçoso reconhecer que uma simples especialização sem validade perante outras instituições de ensino não pode ser considerada um serviço do mesmo gênero, porém de menor amplitude, que um mestrado reconhecido”.

O voto DA ministra foi pelo não-conhecimento do recurso apresentado pela Unifenas e foi acompanhado pelos demais ministros DA Turma. Tal decisão mantém o acórdão firmado pelo Tribunal de Alçada de Minas Gerais.

Processo:  Resp 773994 - Fonte: www.stj.gov.br



Escrito por Teresa Leonel às 19h01
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Quando a mídia esquece de cumprir o seu papel

Impressionante a curta memória da grande imprensa nacional. O que chamamos de desdobramento da matéria não acontece em determinados casos. Até mesmo quando a questão é tão recente. Por exemplo, o governo aumenta num dia o salário de 21.563 pessoas que ocupam função de confiança. No outro, cria mais de 600 cargos comissionados. A despesa extra da máquina pública será de R$ 23,2 milhões. Isso mesmo. Bilhões. Os salários variam entre R$ 1.977 a R$ 10.448. Tem gente lá dentro, por exemplo, que ganha R$ 8.400 e ta reclamando, viu? Porque é pouco! Deve ser mesmo. Já que a teta é grande e vasta para todos que estão no ninho. Sim, porque o ninho aqui é para os que fazem parte do PT e dos partidos aliados, loucos por contribuições. Quem viu o PT fazer oposição nos governos anteriores sobre o inchamento da máquina e olha hoje o partido apático, bebendo o leite das tetas, pode dizer abertamente: o PT não é mais o mesmo. E mais, depois dele nenhum partido consegue fazer oposição tão bem quanto eles faziam na época em que levantavam a bandeira da moralidade, igualdade, fraternidade... opa! Isso lembra alguma coisa!

Ah! Vale ressaltar que os cargos foram criados para Secretaria de Assuntos de Longo Prazo onde o então ministro Mangabeira Unger que ontem foi crítico ferrenho do Governo Lula, hoje, diz que ele é uma “magnanimidade” (parece que o poder também mexe com a cabeça de muitos intelectuais acadêmicos...).

 

O aumento dos salários desses pobres trabalhadores (to até com pena deles) é variado entre 30,5% e 139,75%. E o que a imprensa tem feito em relação a isso? Pouco ou quase nada já que o país vive numa velocidade acelerada de escândalos que mal se chega ao pôr-do-sol e outro episódio faraônico já abre as páginas e sites da imprensa no outro dia.

E como a prática da cleptomania não tem cor nem distinção, tanto pode ser PT, aliados dele ou o que se diz ser oposição ou nem tanto oposição, meio termo, ou amigo dos pares. A bola da vez é o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) que depois de combinar, por telefone, uma partilha de dinheiro com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura, não espera ver seu discurso, digamos assim um bate-papo, gravado pela Policia Civil do DF, na Operação Aquarela. De onde vem o dinheiro?? Quem sabe. Já querem saber de onde vem o dinheiro? É muito cedo. Ora, vale ressaltar que até agora nós não sabemos de onde vinha o dinheiro das malas e depósitos administrados pelo então publicitário Marcos Valério! Já querem saber de onde vem o dinheiro do Roriz?  

 

Voltando a questão da imprensa... Sabemos que a agenda e o volume de informações que chegam à redação quase que impossibilitam a tomada de decisão do editor: em que caso se dedicar mais ou priorizar em detrimento de outros. No entanto, não podemos perder de vista a função e o compromisso que temos de manter a sociedade bem informada. Que venhamos então a priorizar fatos que levam a vários desdobramentos (em sua maioria) e que na avaliação da pauta prevaleça o interesse coletivo, da maioria, do maior número de pessoas e não de alguns grupos.



Escrito por Teresa Leonel às 18h43
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O PARTIDO DOS TRABALHADORES E SEUS DESAFIOS

Recebi este artigo do amigo Bráulio Wanderley, professor, historiador, geógrafo, dirigente do Sindicato dos Professores de PE e militante do PT-PE. Confesso que fiquei surpresa pelo discurso, faço questão de postar, porque Bráulio é petista rooooxxxxxooo. E hoje, ele próprio está reconhecendo como o partido deixou (deixa) a desejar quando o assunto é a prática do discurso pregado durante tantos anos pelo próprio PT. Vale a pena navegar nesta leitura.

 

“O Brasil é um país interessante, para ser irônico, pois um escândalo se abafa com o surgimento de um novo. Foram os casos da pensão de origem duvidosa do presidente do senado Renan Calheiros (PMDB-AL), do Vavá, irmão do presidente Lula e o retorno do apagão aéreo. Em tempos não muitos longínquos o PT já teria feito inúmeros requerimentos de aberturas de CPI’s, impetrações no ministério Público e no STF, mas como diz o ditado quem tem telhado de vidro...

 

Observando os últimos anos, percebemos que a corrupção no Brasil não tem coloração partidária nem opção ideológica. Ela é fruto da deturpação de valores éticos de da complacência da maioria da população alienada pelos veículos de comunicação que se encarregam de “abafar os casos” por diversos interesses.

 

Mas como bem disse o presidente Lula na sua primeira posse: “todos têm o direito de errar, menos eu”. É fato que neste segundo mandato, o presidente passou a se dedicar mais na condução política de seu governo, vide a demora em escalar um time “sem capitão”, após perder seu staff com os sucessivos escândalos entre 2004-2006. Saíram de cena petistas históricos como José Dirceu, Antônio Palocci, José Genoino (que retornaram à câmara dos deputados, mas não dão o ar da graça), Luiz Gushiken, entre outras estrelas de “primeira grandeza”.

 

Entretanto, esperávamos mais nesse segundo mandato. Com 37 ministérios (um absurdo!), o governo segue a sua cartilha continuísta na macroeconomia, melhora o Fundef através do Fundeb (e frustra aliados históricos do movimento sindical com o famigerado piso-teto salarial de R$ 850,00 até 2009! Para os professores da rede pública de ensino cuja jornada semanal seja de 40 horas). Por falar em 40 horas, o governo ainda não se pronunciou com relação a esta bandeira do PT e da CUT que é a redução da jornada semanal sem redução salarial. Cadê a reforma trabalhista?

 

Ao que parece, além da crise de afirmação socialista, o PT perdeu sua identidade com a ética. A crise atinge a esquerda como um todo, pois é associada à maior referência de massas criada no Brasil após o velho Partidão dos anos 40-60.

 

Como justificar ao povo que da ante-sala do 3º andar do planalto à copa de São Bernardo a corrupção estava correndo solta? Culpa do PT.

 

Avaliando de forma histórica, ponderemos: o Brasil é um país messiânico por essência, sempre requisitando em determinados momentos a postura (muitas vezes autoritária), de salvadores da Pátria. Foram Vargas, Tancredo Neves, Collor e o próprio Lula, cujo PT e a esquerda ajudaram a alimentar suas vaidades a partir de 1998. Naquele ano o hoje ministro Tarso Genro se dispôs como alternativa a Lula, mas foi barrado por José Dirceu, então presidente do Partido. O mesmo aconteceu com o companheiro de armas (da época da Dissidência Estudantil e da ALN), Vladimir Palmeira, que teve sua candidatura ao governo do RJ cassada pelo diretório nacional petista a “pedido” de Brizola que condicionou sua participação na chapa de Lula desde que Garotinho, então no PDT, tivesse o PT de Benedita da Silva como aliado fluminense.

 

Sendo assim, fica difícil reconstruir uma história de lutas sociais quando elas foram secundarizadas por um grupo que utilizou a liderança social de Lula e que hoje está alijado do poder. A bandeira da ética só poderá ser reconquistada quando o PT retomar suas discussões de base, democráticas, coletivas e sem sectarismos de grupos institucionais (extensões dos gabinetes das “autoridades”), a estas deveria ser retomada a cultura do PT de lutas que designava as mais importantes tarefas, condicionando perenes prestações de contas de seus mandatos.

 

Reorganizar de modo contemporâneo a classe operária, os camponeses e os excluídos; reconquistar e formar novos intelectuais orgânicos; formarmos quadros ideológicos disciplinados e sem vaidades burguesas... Após um bom tempo o respeito que setores do Partido e a constante e desnecessária afirmação do monopólio da ética poderá ser obtido, assim como a empolgação de dizer “sou PT de coração, oPTei”.

http://historiavermelha.zip.net 



Escrito por Teresa Leonel às 12h33

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Renan ataca EXTRA mas não explica relações promíscuas 1

Extra - AL - 28/05/2007 - 22:00

Renan ataca EXTRA mas não explica relações promíscuas

"JORNALECO" responde a Renan e cobra que explique a origem de seu patrimônio 

Por Mendonça Neto 

O senador Renan Calheiros atribuiu as denúncias contra seu comportamento de homem público sub judice, ao jornal EXTRA, declarando, da presidência do Senado: "Por estas inverdades já processei mais de dez vezes um jornaleco local (Maceió) que até foi obrigado a mudar de nome para fugir da justiça".

Da Redação

O senador Renan Calheiros infere-se de tal declaração que o "jornaleco" incomodou o senador sob investigação e incomodou tanto que foi citado em sua defesa, como se se tratasse de um jornal de influencia em todo o país, e nunca um mero panfleto de província.

É verdade que o senador passa grande parte de seu tempo tão precioso, maquinando formas de fechar o modesto "jornaleco" que ele não consegue comprar, mesmo com seu patrimônio de mais de R$ 50 milhões, fruto de sua bem sucedida "carreira".

Mas, nem tudo o EXTRA pode, no seu poder descoberto pelo senador da Mendes Junior, que o odeia com todas as forças de sua impotência coronelesca em fechá-lo ou submete-lo à sua vontade e a seu talante.

O EXTRA não pode, por exemplo, engravidar uma jornalista e com ela ter um filho adulterino, a quem SÓ RECONHECEU E PAGOU DIREITOS DEBAIXO DE VARA, como ele próprio confessa ao citar Ação de Alimentos ajuizada em Brasília. Ora, se o pai responsável tivesse assumido a paternidade, não haveria ação judicial. O EXTRA não pode pedir a amigos donos de construtora que sejam portadores de pensões, até porque se a pensão é fruto de ação judicial, bastaria o depósito em conta bancária, muito menos constrangedor para a mãe do que ter que ir todo o mês a sede de uma empreiteira.

O EXTRA não pode indicar Ministros do governo Lula, que tão facilmente se corrompem, e muito menos, por não ser seu irmão, permitir que o deputado Olavo Calheiros levasse DIVERSAS VEZES, e de surpresa, o sr Zuleido de TAL, para audiências onde cobrava a liberação de verbas consignadas no Orçamento pelos srs Renan Calheiros, Olavo Calheiros e outros. O EXTRA não pode comprar uma casa de praia na cidade de Barra de São Miguel, paraíso turístico de Alagoas, por TRES MILHOES DE REAIS e escritura-la por TREZENTOS MIL, porque seria não só falsidade ideológica como sonegação de impostos, e isto o EXTRA não faz. O EXTRA não pode se dizer dono de 10 mil hectares de terra, inclusive devastando Mata Atlântica, na região de Murici, algumas delas pertencentes a massa falida das antigas usinas São Simeão e Bititinga, porque esta área vale cerca de VINTE E CINCO MILHÕES DE REAIS, e só os irmãos Calheiros poderiam tê-la comprado a "preço tão vil". Continua....



Escrito por Teresa Leonel às 12h22
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Renan ataca EXTRA mas não explica relações promíscuas 2

O EXTRA não pode ter comprado apartamento (Edifício Tartana) num bairro nobre de Maceió, porque não possui a importância para paga-lo de cerca de DOIS MILHÕES DE REAIS. O EXTRA não pode freqüentar as mansões luxuosas do sr Zuleido, porque não o conhece, e se o conhecesse, nunca seria convidado, pois o sr Zuleido só confia para a sua intimidade quem tem poder para retribuir-lhe a "gentileza". O EXTRA não conhece lanchas nem iates e nem recebeu brindes do sr Zuleido, tanto quanto o EXTRA, também, não foi citado nos grampos da polícia Federal, como o foram o senador Renan, seu irmão, e seus aliados Teo Vilela, Adeilson Bezerra, Enéas Alencastro e outros.

O EXTRA não pode DETERMINAR INVESTIGAÇÃO OU PRISÃO de ninguém a Policia Federal. O Senador sabe que a PF é subordinada ao Ministério da Justiça e ao Presidente da República. O EXTRA não pode DETERMINAR o que a revista Veja ou jornalistas como Fernando Rodrigues, Ricardo Noblat, Clovis Rossi, Jânio de Freitas, e outros homens acima de qualquer suspeita escrevam . Eles não estão na humilde folha de pagamento deste pobre "jornaleco".

O EXTRA não pode usar a cadeira de Presidente do Senado para se proteger dos apartes , como o fez o senador, que abusou do poder, pois as acusações a ele atribuídas o foram na condição de senador e não de presidente do Senado. Deveria, pois, por ética, passar a presidência ao vice, e defender-se da tribuna singular de senador da República.

Mas o EXTRA das Alagoas pode ser pequeno e – supremo atrevimento - "fitar os Andes", já que Rui Barbosa foi citado, evidentemente pela boca mais imprópria e descabida, porque Rui notabilizou-se com a frase em que dizia que de tanto ver triunfar as nulidades (e os corruptos) o homem sente vergonha de ser "honesto". O poderoso senador não conseguiu explicar suas relações anti republicanas com empreiteiras que navegam no submundo das negociatas do Orçamento, nem porque, como Senador, tem vínculos tão estreitos com empreiteiros e lobistas.

Mas o senador prestou a homenagem da ignomínia à decência, ao confessar que processou por mais de dez vezes o EXTRA, em busca de ressarcimento por danos morais (?) mas não dobrou o "jornaleco", que diferente dos seus comensais, não vende sua opinião n em negocia suas denúncias, e por isso, como nesta última edição, esgotou nas bancas de Maceió. Por falta de dinheiro, não tiramos uma segunda. Nem vamos pedir aos Zuleidos que banquem nossas despesas nem que lancem, do fundo de suas vidas criminosas, o seu patrocínio para o nosso modesto jornal.

Jornaleco, senador, será o jornal que o defender de tantos crimes, desde tráfico de influência, formação de quadrilha, desvio de dinheiro público e, até, de omissão de paternidade . Não esqueça, mesmo tendo sido um aluno relapso no curso de Direito, que o calote na pensão de alimentos dá cadeia. Pague direitinho à mãe de seu filho e deixe de fora sua família, sua pobre esposa, usadas como chantagem emocional para desviar o foco de suas transgressões como político e como homem.

Link da notícia: http://www.extralagoas.com.br/noticia.kmf?noticia=6137657&canal=331&total=33&indice=20



Escrito por Teresa Leonel às 12h18
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